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Exercício físico é ótimo para o cérebro, mas exercício ao ar livre pode ser ainda melhor

O artigo intitulado “ Exercising is good for the brain but exercising outside is potentially better” ( link abaixo) investiga como o exercício agudo e o ambiente externo afetam o controle da atenção. O objetivo do estudo é compreender a interação entre o exercício e o ambiente na cognição.
A introdução do artigo destaca a importância do exercício físico e da exposição à natureza na função cognitiva. Além disso, os pesquisadores questionam como o exercício e o ambiente interagem para influenciar a cognição. Eles sugerem que o ambiente pode desempenhar um papel muito importante no aumento da função cognitiva.
O estudo foi realizado em dois locais, um em ambiente interno e outro em ambiente externo. Os participantes caminharam por 15 minutos em cada local. O Eletroencefalograma (EEG) foi utilizado para medir a função cognitiva antes e depois das caminhadas. Cada participante da pesquisa completou as caminhadas internas e externas.
Os autores descobriram que uma caminhada de 15 minutos ao ar livre melhorou o desempenho e aumentou a amplitude do EEG, em especial, eventos neurais comumente associada à atenção e à memória de trabalho. No entanto, esse resultado não foi observado após uma caminhada de 15 minutos no interior. Os resultados sugerem que o tipo de ambiente pode desempenhar um papel significativo no aumento da função cognitiva.
Os autores destacam a importância de entender como o exercício e o ambiente interagem para influenciar a cognição, especialmente no contexto de urbanização e estilos de vida sedentários. Os pesquisadores sugerem que as descobertas do estudo podem ter implicações importantes na concepção de intervenções para melhorar a função cognitiva.
As descobertas do estudo são consistentes com pesquisas anteriores que mostraram os benefícios da exposição à natureza na função cognitiva. O uso do EEG para medir a função cognitiva é importante, pois fornece uma medida mais objetiva da função cognitiva do que utilizar apenas medidas de autorrelato. No entanto, o estudo tem algumas limitações, como o pequeno tamanho da amostra e o uso de uma única medida da função cognitiva que limitam a generalização dos resultados.
Referência:
Boere, K., Lloyd, K., Binsted, G., & Krigolson, O. E. (2023). Exercising is good for the brain but exercising outside is potentially better. Scientific Reports, 13(1), 1140.
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Estudo investiga relação entre características demográficas, funções executivas e memória em pacientes com Parkinson tratados com Deep Brain Stimulation

Foto por MART PRODUCTION em Pexels.com Estudo investiga a associação entre características demográficas, funções executivas e memória em pacientes com doença de Parkinson, com e sem Deep Brain Stimulation (DBS). A DBS é uma técnica cirúrgica que utiliza a implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro para ajudar no tratamento de doenças neurológicas, como a doença de Parkinson, tremores essenciais, distonia e transtorno obsessivo-compulsivo. Os eletrodos são conectados a um gerador de impulsos, semelhante a um marca-passo cardíaco, que é implantado sob a pele no peito do paciente. O gerador envia impulsos elétricos aos eletrodos, que estimulam as áreas do cérebro responsáveis pelos sintomas da doença, ajudando a controlá-los. A DBS é uma opção de tratamento para pacientes que não respondem mais aos medicamentos ou que apresentam efeitos colaterais graves. No entanto, é uma técnica invasiva que envolve riscos e é realizada apenas em casos selecionados e por equipes especializadas.
O estudo, publicado na Aging and Health Research contou com a participação de 76 pacientes, divididos em três grupos: 30 pessoas saudáveis (grupo controle), 30 diagnosticadas com DP tratadas apenas com medicamentos (grupo medicamentoso) e 16 com DP tratada com DBS (grupo DBS). Para avaliar as funções executivas e a memória, foram utilizados vários instrumentos, como a Avaliação Cognitiva de Montreal (MoCA), Rey Auditory Verbal Learning Test, Trail Making Test A and B, Digits Span e Stroop Test.
Os resultados revelaram que o desempenho da memória e das funções executivas estava associado a características demográficas apenas em pacientes tratados com DBS. A análise de regressão exploratória identificou uma associação significativa entre idade, escolaridade e atividade de vida diária e o desempenho das funções executivas e da memória somente no grupo DBS. Embora o estudo tenha encontrado diferenças significativas entre os grupos de controle, medicamentos e DBS, é importante considerar o desequilíbrio de gênero nos grupos avaliados como uma limitação.
A DP é comumente tratada com intervenções farmacológicas, como a reposição de levodopa. No entanto, quando o tratamento medicamentoso não é mais suficiente, alternativas, como a DBS, podem ser utilizadas. Embora a DBS tenha demonstrado muitos benefícios motores, como redução das flutuações motoras e das discinesias, os declínios cognitivos são um possível efeito colateral.
Estudos anteriores já relataram a influência da DBS nas funções executivas e na memória em pacientes com DP. Alguns pesquisadores defendem que o declínio na fluência verbal se deve às micro lesões resultantes da cirurgia de implantação e que a diminuição é temporária. No entanto, mais investigações são necessárias para entender a influência de variáveis individuais no desempenho cognitivo em pacientes com DBS.
Em resumo, este estudo teve como objetivo identificar a associação entre características demográficas, funções executivas e desempenho da memória em pacientes com DP com e sem DBS. Os resultados sugerem que a idade, escolaridade e atividades da vida diária estão relacionadas ao desempenho cognitivo apenas em pacientes com DBS.
Referência:
Arten, Thayná LS, and Amer C. Hamdan. “Executive functions and memory in Parkinson’s disease patients with Deep Brain Stimulation.” Aging and Health Research 2.1 (2022): 100065.
Link para o artigo:
https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667032122000129
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Estudo evidencia que crenças positivas sobre a idade podem influenciar a recuperação cognitiva em idosos com comprometimento leve

Este estudo investiga o papel das crenças positivas sobre a idade na recuperação do comprometimento cognitivo leve (CCL) entre idosos. O estudo descobriu que indivíduos com CCL que têm crenças positivas sobre a idade têm maior probabilidade de experimentar recuperação cognitiva e o fazem mais cedo do que aqueles com crenças negativas sobre a idade. O estudo destaca a importância de promover crenças positivas sobre a idade em idosos para potencialmente melhorar os resultados cognitivos.
O estudo usou dados do Health and Retirement Study, uma pesquisa longitudinal nacional, e incluiu 4.765 participantes com 60 anos ou mais que foram diagnosticados com CCL. Os participantes foram acompanhados por até oito anos para avaliar seu estado cognitivo. A pesquisa utilizou um modelo estatístico para analisar os dados e controlar possíveis fatores de confusão, como idade, sexo, educação e estado de saúde.
Os resultados do estudo sugerem que as crenças positivas sobre a idade podem ter um efeito protetor na saúde cognitiva de indivíduos mais velhos. A pesquisa contribui para o crescente corpo de pesquisas sobre o papel dos fatores psicossociais no envelhecimento cognitivo e destaca a necessidade de intervenções que promovam crenças positivas sobre a idade em idosos.
O estudo tem algumas limitações, incluindo o uso de medidas autorreferidas de crenças etárias e a falta de informações sobre o conteúdo específico das crenças etárias defendidas pelos participantes. Pesquisas futuras poderiam abordar essas limitações usando medidas mais objetivas das crenças sobre a idade e examinando o conteúdo específico das crenças sobre a idade que estão associadas aos resultados cognitivos.
No geral, o estudo fornece informações importantes sobre o papel das crenças positivas sobre a idade no envelhecimento cognitivo e destaca os benefícios potenciais da promoção de crenças positivas sobre a idade em idosos.
Link para o artigo:
https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2803740
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Cinco hábitos que as pessoas podem adotar para diminuir o risco da doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer é uma das doenças neurodegenerativas mais comuns em todo o mundo. Afeta principalmente pessoas mais velhas e pode causar perda progressiva de memória e uma variedade de outros sintomas cognitivos e comportamentais. Embora ainda não haja cura para a doença de Alzheimer, existem algumas coisas que as pessoas podem fazer para reduzir o risco de desenvolver a doença. Neste post, discutiremos cinco hábitos que podem ajudar a reduzir o risco de Alzheimer.
Atividade física regular
O exercício regular é uma das melhores coisas que as pessoas podem fazer para manter o cérebro saudável.O exercício ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo para o cérebro, o que pode ajudar a melhorar a função cognitiva. Além disso, o exercício regular pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, como pressão alta e diabetes, que são fatores de risco conhecidos para a doença de Alzheimer.
Alimentação saudável
A dieta é um fator importante na saúde do cérebro. As pessoas devem tentar comer uma dieta saudável e equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixe e carnes magras. Também é importante limitar o consumo de alimentos processados e açúcar.Alguns estudos sugerem que uma dieta mediterrânea pode ser particularmente benéfica para a saúde do cérebro.
Estimulação cognitiva
A estimulação cognitiva é importante para manter o cérebro saudável e reduzir o risco de Alzheimer. As pessoas devem tentar manter suas mentes ativas aprendendo coisas novas e desafiadoras, por ex. Por exemplo, aprender um novo idioma, tocar um instrumento musical ou jogar jogos que treinem a memória e a cognição.
Dormir bem
O sono adequado é essencial para uma boa saúde do cérebro. A falta de sono pode levar a problemas de memória e cognição e aumentar o risco de doenças cardiovasculares e outras condições que são fatores de risco para a doença de Alzheimer.As pessoas devem tentar dormir pelo menos sete a oito horas por noite e manter uma rotina de sono consistente.
Socialização
A socialização é uma parte importante da saúde geral do cérebro. Pessoas socialmente comprometidas têm um risco menor de desenvolver a doença de Alzheimer. As pessoas devem tentar manter suas conexões sociais, seja por meio de atividades com amigos e familiares ou por meio de atividades em grupo, como voluntariado ou participação em grupos comunitários.
Em resumo, há várias coisas que as pessoas podem fazer para reduzir o risco de Alzheimer.Exercício regular, dieta saudável, estimulação cognitiva, sono adequado e socialização são hábitos importantes para manter a saúde do cérebro e reduzir o risco de doença de Alzheimer. Ao adotar esses hábitos, as pessoas podem ajudar a manter suas mentes saudáveis e prevenir ou retardar o desenvolvimento da doença de Alzheimer.
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Avaliação neuropsicológica das funções executivas
As funções executivas (FE) tem sido objeto de interesse crescente de pesquisadores e do público em geral.
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Parabéns, Rael!
Mestre em Psicologia
Da esquerda para direita: Prof. Dr. Carlos Serbena, Prof. Dr. Leandro Kruszielski, Mestre Rael Dill de Mello e Prof. Dr. Amer Hamdan.
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Novo artigo: Escala Baptista de Depressão para idosos
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Neuropsicologia Clínica Aplicada – Psicologia – Livreiro Online
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Quando o senso comum contradiz a ciência

Será que o Facebook faz bem para a saúde? Prolonga a vida? Pelo menos é o que podemos inferir da matéria publicada no site G1. Estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego (EUA) chegou a esta conclusão depois de analisar milhares de perfis de usuários da rede social Facebook e associar com registros médicos. Esta matéria me faz lembrar do meu velho professor de estatística, que dizia: “associação entre variáveis não implica em causalidade”, ou seja, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Sábias palavras. Este é um bom exemplo, quando o senso comum contradiz a ciência.
Veja a matéria completa:
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Novo artigo:Triagem infantil neuropsicológica

Para baixar o artigo completo em pdf: click aqui
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Evento: I Seminário sobre prematuridade

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O famoso caso H.M.
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Tipos de revisão da literatura

Existem vários tipos de revisão da literatura. Elas podem ser: narrativa, sistemática ou integrativa.
A “revisão narrativa” não utiliza critérios explícitos e sistemáticos para a busca e análise crítica da literatura. A busca pelos estudos não precisa esgotar as fontes de informações. Não aplica estratégias de busca sofisticadas e exaustivas. A seleção dos estudos e a interpretação das informações podem estar sujeitas à subjetividade dos autores. É adequada para a fundamentação teórica de artigos, dissertações, teses, trabalhos de conclusão de cursos.
A “revisão sistemática” é um tipo de investigação científica. Essas revisões são consideradas estudos observacionais retrospectivos ou estudos experimentais de recuperação e análise crítica da literatura. Testam hipóteses e têm como objetivo levantar, reunir, avaliar criticamente a metodologia da pesquisa e sintetizar os resultados de diversos estudos primários. Busca responder a uma pergunta de pesquisa claramente formulada. Utiliza métodos sistemáticos e explícitos para recuperar, selecionar e avaliar os resultados de estudos relevantes. Reúne e sistematiza os dados dos estudos primários (unidades de análise). É considerada a evidência científica de maior grandeza e são indicadas na tomada de decisão na prática clínica ou na gestão pública.
A “revisão integrativa” surgiu como alternativa para revisar rigorosamente e combinar estudos com diversas metodologias, por exemplo, delineamento experimental e não experimental, e integrar os resultados. Tem o potencial de promover os estudos de revisão em diversas áreas do conhecimento, mantendo o rigor metodológico das revisões sistemáticas. O método de revisão integrativa permite a combinação de dados da literatura empírica e teórica que podem ser direcionados à definição de conceitos, identificação de lacunas nas áreas de estudos, revisão de teorias e análise metodológica dos estudos sobre um determinado tópico. A combinação de pesquisas com diferentes métodos combi- nados na revisão integrativa amplia as possibilidades de análise da literatura.
Fonte: http://www.ip.usp.br/portal/images/biblioteca/revisao.pdf
Universidade de São Paulo – Instituto de Psicologia – Biblioteca Dante Moreira Leite -Av. Prof. De Mello Moraes, 1721 Bloco C – Cep 05508-030 – SP- Tel: 3091-4190
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Avaliando da memória visual

Por Camylla Meneguzzo
Seria possível viajar no tempo? Essa é uma pergunta que possivelmente os físicos buscam responder há muitos anos. Transportar o homem através do tempo pode ser um dos desejos mais interessantes da humanidade. Conhecer o futuro e revisitar o passado certamente seriam experiências excepcionais, mas ainda impossíveis nos dias de hoje. Ou nem tanto.
O cérebro pode ser considerado como o órgão mais fantástico e desafiador do corpo humano. Ele nos permite visitar o futuro, através de ideias revolucionárias, mas também nos leva ao passado, por meios de nossas memórias. Sob esse ponto de vista, não só é possível como fazemos diariamente viagens pelo tempo. Para Tulving (2002) ao rememorar algo, é feita uma viagem mental ao passado, violando assim a lei da irreversibilidade do fluxo do tempo, mesmo que essa façanha ainda não seja possível na realidade física.
O aprendizado diz respeito a uma mudança no comportamento que é resultado da aquisição de conhecimento sobre o mundo, e a memória é o processo por meio do qual esse conhecimento é codificado, armazenado e posteriormente evocado (Kandel, Schwartz, Jessell, Siegelbaum, & Hudspeth, 2014). Ainda segundo os autores, o aprendizado e a memória são fundamentais para o pleno funcionamento e a sobrevivência independente tanto de pessoas quanto de animais (Kandel et al., 2014)
Assim é possível considerar que a memória é uma das funções que definem a singularidade humana. Ela permite o acesso à linguagem, torna os pensamentos coerentes e organiza a história do sujeito (Fuentes, Malloy-Diniz, Cosenza, & Camargo, 2008).
É válido ressaltar que a partir do momento em que uma informação é retida, a sua lembrança posterior não é necessariamente uma cópia exata da informação que foi originalmente guardada. Experiências anteriores são utilizadas no presente como guias que auxiliam o encéfalo a reconstruir um evento do passado. Durante a lembrança, é utilizada uma ampla gama de estratégias cognitivas como comparações, inferências, adivinhações e suposições para produzir uma memória consistente e coerente (Kandel et al., 2014).
No entanto, esse é um processo que aparentemente sofre com o decurso do tempo, uma vez que queixas de memória são comuns em grande parte da população acima dos 60 anos, mas cabe ressaltar que os déficits de memória, quando associados ao envelhecimento, não acontece de forma igualitária em todos os seus sistemas (Freire et al., 2008).
Um dos casos mais famosos da literatura sobre a temática memória, o caso H.M., serve de guia para a compreensão dos mecanismos deste constructo. Kandel et al. (2014) relatam que H.M. (Henry Molaison, nome revelado após sua morte, em 2008), foi estudado pela Psicóloga Brenda Milner e pelo cirurgião William Scoville, pois após procedimento cirúrgico de remoção bilateral da formação hipocampal, amígdala e partes da área associativa multimodal do córtex temporal para o tratamento de epilepsia, o paciente passou a apresentar déficit importante de memória. H.M. manteve preservada a memória de trabalho, a memória semântica, bem como a de longo prazo para eventos anteriores à cirurgia. Este caso indicou a primeira ligação clara entre o lobo temporal medial, incluindo o hipocampo, e a memória, apontando para o papel destas estruturas para a consolidação de novas memórias.
Sobre os sistemas de memória, diversos autores propuseram formas de classificá-los, assim temos hoje o conceito em relação ao tempo de retenção (ultracurta, curto prazo e longo prazo) e suas subdivisões (Fuentes et al., 2008).
Uma das formas de memória é a visual, que pode ser mensurada através de testes psicológicos. De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) N.º 002/2003, em seu Art. 16º, a utilização de testes psicológicos que não constam na relação de testes aprovados pelo CFP, salvo os casos de pesquisa, é considerada uma falta ética (Conselho Federal de Psicologia, 2003). Para tanto, o CFP disponibiliza um endereço eletrônico em que agrupa todos os instrumentos e sua respectiva situação de uso (se favorável, desfavorável ou em análise). Esse sistema de avaliação de testes psicológicos (Satepsi) pode ser consultado através do endereço http://satepsi.cfp.org.br.
Em pesquisa ao sítio eletrônico, realizada no mês de Agosto de 2016, foram encontrados 162 testes considerados como favoráveis para uso no Brasil. Destes, 14 eram testes de memória. O constructo memória visual é avaliado por 7 instrumentos, sendo eles: Teste de memória visual para o Trânsito (MVT), Teste Pictórico de Memória Visual (TEPIC-M), Teste de Memória Visual (TMV), Teste de Memória Visual de Rostos (MVR) – Adaptação Brasileira, Figuras Complexas de Rey e o Teste de Retenção Visual de Benton (BVRT).



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